Drogadição




Drogadição (português brasileiro) ou toxicodependência (português europeu) são termos genéricos que designam toda e qualquer modalidade de vício bioquímico por parte de um ser humano ou a alguma droga (substância química) ou à superveniente interação entre drogas (substâncias químicas), causada ou precipitada por complexo de fatores genéticos, biofarmacológicos e sociais, incluídos os econômico-políticos.




Índice






  • 1 Gênese


  • 2 Terminologia e uso


  • 3 Adição e drogadição: formas


    • 3.1 Adição psíquica


    • 3.2 Dependência física


    • 3.3 Toxicomania




  • 4 Base neurobiológica


  • 5 Ver também


  • 6 Ligações externas


  • 7 Referências





Gênese |


Considera-se, no domínio das ciências médicas conjugadas com as ciências sociopolíticas, ser "drogadição" o termo preferível para referir quer a dependência, quer a farmacodependência, quer a toxicomania, na hipótese de se poder inferir aí uma gradação, o que usualmente acontece, na maioria dos casos [1]. Com efeito, sob a óptica de inclusão versus exclusão social, falar em drogadição é politicamente (lato sensu) preferível a citar diretamente alguma das modalidades. E, numa compreensão diagnóstica generalista, qualquer investigação clínica começa pelos aspectos gerais, definindo-se, na seqüência, especificidades.


Conquanto às vezes se proponha drogadição como "apenas desordem crônica" (a cultura científico-médica inglesa, por exemplo, é defensora e partidária desse entendimento), não é menos verdade, todavia, na prática clínica e na constatação médico-social, que drogadição pode manifestar-se em episódios agudos, os quais, na sequencia de evolução dos casos, eventualmente podem vir a tornar-se crônicos. [2]



Terminologia e uso |


Drogadição significa adição a drogas, conforme o Dicionário Aurélio século XXI. Sua etimologia tem a seguinte explicação: "Adicto, do latim addictu, é um adjetivo, que significa:



  1. Afeiçoado, dedicado, apegado.

  2. Adjunto, adstrito, dependente.

  3. Em medicina é quem não consegue abandonar um hábito nocivo, mormente de álcool e drogas, por motivos fisiológicos ou psicológicos.


Constata-se, no estudo de comportamentos relacionados à drogadição, que todas as acepções acima descritas são-lhe aplicáveis, de forma conjunta e sinérgica.



Adição e drogadição: formas |



Adição psíquica |



Ver artigo principal: Dependência psicológica

Adição psíquica refere-se à necessidade de usar certa droga para obter alívio das tensões, sensação de bem estar. Caracteriza-se por fenômenos cognitivos, com busca recorrente pelos efeitos iniciais do uso. Adição psíquica (ou dependência psicológica) normalmente age no cérebro e produz um ou mais dos efeitos: redução da ansiedade e a tensão; euforia ou outras mudanças agradáveis do humor; impressão de aumento da capacidade mental e física e alterações da percepção sensorial sobre a própria dependência química em ação na pessoa.


Os sintomas mais comuns são a ansiedade, a sensação de vazio, as dificuldades de concentração, os quais, contudo, podem variar em extensa gradação, na intensidade e no tipo, de pessoa para pessoa.



Dependência física |



Ver artigo principal: Dependência física

Dependência física é um estado de adaptação do corpo a uma droga, que suscita distúrbios físicos se o uso da droga é interrompido. Significa uma perda de controle sobre o uso da substância, criando um estado chamado de craving (em tradução livre — "ânsia"). A influência do tempo de uso da droga no usuário depende de vários fatores: forma de uso, compleição física do indivíduo, bem como sua carga genética.


O uso de uma droga em quantidades e freqüências elevadas faz o organismo criar, por homeostase, meios de defesa , causando adaptação tal à droga que, na falta, funciona mal. É a síndrome de abstinência. [3]



Toxicomania |


A toxicomania (do latim toxĭcum, por sua vez do grego τοξικόν, «veneno» + mania, do grego μανία, «estado de loucura») caracteriza-se pelo uso excessivo e repetido de uma ou mais drogas (como analgésicos e psicotrópicos) sem efetiva necessidade ou justificação terapêutica. Segundo a Organização Mundial da Saúde a "definição estrita da toxicomania" compreende os quatro elementos seguintes: (1) um compulsão de consumir o produto; (2) uma tendência de aumentar as doses; (3) uma dependência psicológica e/ou física do(s) produto(s); (4) o surgimento de conseqüências nefastas sobre a vida cotidiana da pessoa (emotivas, sociais, econômicas etc.). [4]



Base neurobiológica |


A base neurobiológica responsável pelo desenvolvimento da dependência de drogas é o Sistema de Recompensa do Sistema Nervoso Central. No sistema límbico (área relacionada ao comportamento emocional), acha-se uma área relacionada à sensação de prazer, chamada circuito de recompensa cerebral. Estudos com animais demonstram que estímulos elétricos nestas regiões provocam sensações de prazer e levam as repetidas tentativas de estimulação. Todas as drogas de abuso, direta ou indiretamente, atuam no circuito de recompensa cerebral, podendo levar o usuário a buscar repetidamente essa sensação de prazer[5].



Ver também |



  • Ibogaína

  • Vacina contra cocaína



Ligações externas |



  • Drogadição: Álcool vs. Cérebro

  • Drogadição: Dependência Química e Saúde Pública

  • Drogadição: Instituto da Droga e da Toxicodependência – IDT, em Portugal

  • Drogadição: Secretaria Nacional Antidrogas – SENAD, no Brasil

  • Drogadição: Situação no Brasil

  • Drogadição: Situação no Estado do RS x Brasil

  • Drogadição: Solventes e Inalantes

  • Drogadição: Toxicomania – Manual Merk de Saúde

  • Drogadição: Violência x Álcool e Drogas

  • Portal de Saúde da UE - Drogas


  • L’Hôpital Marmottan Nov. 2011



Referências |



Notas





  1. Toxicomania – Manual Merk de Saúde


  2. Abuso e agravamento da drogadição no cenário brasileiro


  3. Efeitos das drogas no cérebro


  4. Toxicomania – Manual Merk de Saúde


  5. Atkinson, R. L., Atkinson, R. C., Smith, E. E., Bem, D. J., & Nolen–Hoeksena, S. (2002). Introdução à Psicologia de Hilgard. [S.l.]: Artmed. 374-375  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)


Bibliografia


  • C. J. S. Severiano, I. I. Barcelos, J.G. Morais, N.S.G. Folly, U.R.P. Morais. Dependência Química: As Comunidades Terapêuticas de Reabilitação. Projeto de Pesquisa, Faculdade Pitágoras, 2007.

  • KALINA, E., & Kovadloff, S. Drogadição. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.

  • TANCREDI, F.B. As Toxicomanias do ponto de vista da Medicina e da Saúde Pública. In Drogas e Drogados: o indivíduo, a família e a sociedade. São Paulo, EPU: 1982.



  • Portal da ciência
  • Portal da saúde
  • Portal da farmácia




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