Partido Pátria Livre
Partido Pátria Livre (PPL) | |
|---|---|
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Número eleitoral | 54 |
Presidente | Sérgio Rubens de Araújo Torres |
Fundação | 21 de abril de 2009 (9 anos)[1] |
Registro | 4 de outubro de 2011 (7 anos)[2] |
Sede | Brasília, DF |
Ideologia | Nacionalismo Trabalhismo social democracia Socialismo Comunismo (pequena parte) |
Espectro político | Esquerda |
Publicação | Hora do Povo |
Ala jovem | Juventude Pátria Livre / Mutirão (JPL) |
Membros | 39,729 filiados[3] |
Deputados federais | 0000000000000001 1 / 513 |
Deputados estaduais[4] | 0000000000000004 4 / 1 024 |
Prefeitos | 0000000000000012 12 / 5 570 |
Vereadores | 0000000000000176 176 / 56 810 |
Cores | Verde Amarelo Vermelho |
| Página oficial | |
Página oficial do PPL | |
Política do Brasil Partidos políticos Eleições | |
O Partido Pátria Livre (PPL) é um partido político do Brasil. Foi fundado em 21 de abril de 2009 e registrado na Justiça Eleitoral em 3 de outubro de 2011. Seu número eleitoral é 54 e suas cores são o verde, amarelo e vermelho. Possui cerca de 30 mil filiados no país, sendo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ceará os estados onde o PPL tem mais membros.[5] Seu espectro político atual consiste entre Centro-esquerda e Esquerda e no nacional-desenvolvimentismo.[6] Edita o jornal Hora do Povo. Desde 2013, doze municípios do país já são administrados por prefeitos da sigla.[7] Desde outubro de 2012, o partido também já tem uma cadeira no Senado Federal.[8]
A criação do PPL foi impulsionada por membros do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), uma organização revolucionária, de esquerda radical e guerrilheira, surgida em 1969 com o fim da Dissidência Guanabara (dissidentes do Partido Comunista Brasileiro do Rio de Janeiro) e que a partir dos anos 1980 passa a atuar como uma ala do MDB.[9]
O projeto político do PPL basea-se num forte nacionalismo, referenciado até em Tiradentes.[10] O partido defende o modelo de nacional-desenvolvimentismo. Faz um balanço positivo dos governos de Getúlio Vargas (do antigo PTB) e de João Goulart.[10] Em contrapartida a sigla faz maiores críticas aos governos de Fernando Henrique Cardoso (do PSDB).[10] Nas eleições presidenciais de 2014, o PPL apoiou a candidatura de Marina Silva (na época filiada ao PSB e hoje à Rede Sustentabilidade) à presidência e aconselhou o voto nulo no segundo turno.
No movimento sindical, o PPL atua através da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), inclusive há muitos anos presidindo-a. No movimento estudantil, organiza-se como Juventude Pátria Livre / Mutirão a qual administrando diversas entidades estudantis pelo país. No 55° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 2017, a JPL participou como chapa própria.
Índice
1 História
1.1 Movimento Revolucionário Oito de Outubro
1.2 Rompimento com o PMDB e fundação e registro do PPL
1.3 Incorporações
2 Desempenho eleitoral
2.1 Participação em eleições presidenciais
2.2 Eleições municipais de 2012
3 Organização
3.1 Juventude partidária
4 Referências
5 Ligações externas
História |
Movimento Revolucionário Oito de Outubro |
O PPL foi formado a partir do antigo Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), organização surgida em 1966, a partir de uma cisão do Partido Comunista Brasileiro (PCB).[9] Nos anos 1980, contrapondo-se ao imperialismo estadounidense, o MR-8 assume um alinhamento pró-soviético, de caráter stalinista, com propostas nacionalistas, defendendo após o fim da ditadura militar uma coalizão com forças não socialistas e apoiando o Governo Sarney.[9] Seus adversarios do movimento sindical, acusavam o MR-8 de fazer alianças com os setores considerados mais atrasados, este sendo rotulado por parte da esquerda como "fascista", graças as suas práticas que passaram a ser conhecidas pelos seus atos violentos e agressões contra militantes adversários.[9] Assim como o PCB e o PCdoB, o MR-8 era apelidado como "pelego do movimento sindical" pelos seus adversarios, sendo contrário à criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), impulsionada por setores mais radicais da esquerda, muitos desses organizados dentro do Partido dos Trabalhadores (PT).[11] O MR-8 atuou dentro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) como uma ala deste por mais de 30 anos. Em 1995, um setor do MR-8 rompe com a organização, reclamando de "falta de discussão política" e de "práticas oportunistas de direita". Essa cisão dedicou-se a refundar o Partido Comunista Revolucionário (PCR), criado também nos anos 60.[12]
Rompimento com o PMDB e fundação e registro do PPL |
Em 7 de dezembro de 2008, o Comitê Central do MR-8, reunido em São Paulo, lança a chamada "Carta ao Povo Brasileiro", em que analisa a conjuntura nacional e internacional, chegando à conclusão da necessidade da criação de um novo partido. Na carta, o grupo elencou os principais pressupostos do projeto, já com nome decidido, dando o pontapé na busca das 500 mil assinaturas para a sua legalização.[13] Em 21 de abril de 2009, na Assembleia Legislativa de São Paulo e também no Auditório Elis Regina (Anhembi), foram feitos os atos de fundação do Partido Pátria Livre, com aprovação de seu estatuto e de seu programa.[14]
Incorporações |
No processo de fortalecimento, o Partido Pátria Livre se fundiu com três outros partidos que se encontravam em processo de registro no TSE: o Partido dos Pensionistas Aposentados e Idosos do Brasil (Pai do Brasil), o Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira (PPLE) e o Partido Pela Acessibilidade e Inclusão Social (PAIS).[15][16][17][18][19]
Desempenho eleitoral |
Participação em eleições presidenciais |
| Ano | Imagem | Candidato a Presidente | Candidato a Vice-Presidente | Coligação | Votos | % | Colocação |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
2014 | Marina Silva (PSB) | Beto Albuquerque (PSB) | PSB, PHS, PRP, PPS, PPL e PSL | 22.176.619 | 21,32 | 3º | |
2018 | João Vicente Goulart | Leo Alves | Sem Coligação | 30.176 | 0,03 | 13º |
Eleições municipais de 2012 |
Em 2012 ocorreram as primeiras eleições em que o PPL participou como partido legalizado. O partido teve candidatura própria para prefeitura, em apenas 48 municípios (em todo o Brasil), sendo 9 desses capitais (em negrito são as doze cidades onde o PPL teve vitória)[7][20]: Maceió-AL, Messias-AL, Viçosa-AL, Nova Olinda do Norte-AM, Tapauá-AM, Laranjal do Jari-AP, Cariús-CE, Palmácia-CE, Itaitinga-CE, Aquiraz-CE, Fortaleza-CE, Caucaia-CE, Serra-ES, Cristalina-GO, Novo Gama-GO, Senador Modestino Gonçalves-MG, Ribeirão das Neves-MG, Prudente de Morais-MG, Ataléia-MG, Belo Horizonte-MG, Ouro Verde de Minas-MG, Martinho Campos-MG, Cuiabá-MT, Várzea Grande-MT, Belém-PA, Bayeux-PB, Recife-PE, Jaboatão dos Guararapes-PE, São Raimundo Nonato-PI, Piripiri-PI, Curitiba-PR, Tijucas do Sul-PR, Carlópolis-PR, Itaguaí-RJ, Rio de Janeiro-RJ, São João da Barra-RJ, Sumidouro-RJ, Nova Mamoré-RO, Pedras Altas-RS, Florianópolis-SC, Tomar do Geru-SE, São Vicente-SP, São Carlos-SP, São Paulo-SP, Reginópolis-SP, Cruzeiro-SP, Mogi Guaçu-SP e Cananéia-SP. Através de coligações amplas com partidos de diversas ideologias e origens, as 12 prefeituras tem como vice-prefeitos políticos do PSDB, do DEM, do PP, do PTB, do PV, do PT, do PSB, do PMDB, do PR (em 2) e do próprio PPL (em 2).[21] O partido também apresentou 71 candidatos aptos ao cargo de vice-prefeito, cujas chapas eram encabeçadas (cargo de prefeito) pelo próprio partido (em 28), pelo PT (em 12), pelo PSDB, PP, PMDB e PSB (em 4 cada um), pelo PTB e PDT (em 3 cada um), pelo PR e PPS (em 2 cada um), pelo PSC, PRP, PRTB, PTdoB e PCdoB (em 1 cada um).
| Prefeitos eleitos pelo PPL em 2012 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Vice-prefeitos eleitos pelo PPL em 2012 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Organização |
Juventude partidária |
Assim como o MR-8 tinha seu braço estudantil, chamado de Juventude Revolucionária Oito de Outubro (JR-8), o PPL tem uma colateral chamada de Juventude Pátria Livre (JPL). A atuação da JPL se baseia no programa do partido e também busca a formação de frentes amplas nas suas lutas. A JPL (que às vezes utiliza o nome de "Mutirão") compreende que seus militantes devem priorizar a atuação em tradicionais entidades estudantis como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a UGES (no Rio Grande do Sul) e a UMES (na cidade de São Paulo).[49]
A Juventude Pátria Livre recentemente a rompeu a com a União da Juventude Socialista (UJS-PCdoB),passando a construir um novo Campos no interior da UNE com a Juventude Socialista Brasileira (JSB-PSB) e o Juventude Socialista (JS-PDT).
Com relação às gigantescas manifestações ocorridas em todo o país em 2013, também conhecidas como Jornadas de Junho, a JPL (e as entidades dirigidas por ela) as entende de forma pessimista.[50] A UMES repudiou as manifestações e negou-se a comparecer a elas, por entendê-las como antinacionais, antidemocráticas, violentas e de vandalismo.[50]
- Iara Cassano - Movimento Universitário da JPL;[51] Secretária Geral da UNE[52]
- Gabriel Alves - Coordenador Nacional (SP) da JPL[51]
- Nelson Júnior - Diretor Nacional (RS) da JPL;[51] Presidente da UGES[53] Ex-presidente da UMESPA[54]
- Letícia Moreira - Diretora Nacional (RS) da JPL;[51] Vice-presidenta da UGES;[53] Presidenta da UMESPA[55]
- Rodrigo Lucas - Presidente da UMES[56]
- Mariara Cruz - Diretora da UNE (RS);[57] Candidata a vereadora em Sapucaia do Sul em 2012[58]
- Carolina Alencar - Diretora Nacional (RS) da JPL;[51] Tesoureira da FMG e ex-presidenta da UMESPA[54]
- Thalisson Silva - Assistente-RS da JPL;[51] Ex-presidente da UMESPA[54]
- Ana Luisa de Freitas Braga - Tesoureira geral da UMES[56]
- Marcos Kaue Ferreira Queiroz - Vice-presidente da UMES[56]
- Thaisa Maria do Nascimento - Diretora do Departamento Feminino da UMES[56]
- Leonardo da Vinci Fonseca Ramos - Vice-presidente (Região Centro) da UMES[56]
Referências
↑ «Partido Pátria Livre pede registro no TSE». jb.com.br. Consultado em 28 de agosto de 2011.
↑ Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015.
↑ «Estatísticas do eleitorado». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 29 de setembro de 2018.
↑ «Deputados Estaduais Eleitos no País em 2018». G1
↑ «Eleições / Estatísticas / Filiados». TSE. Consultado em 13 de abril de 2014.
↑ «PPL é fundado em Itapira». Portal Cidade de Itapira. Consultado em 13 de abril de 2014.
↑ ab «Participação do partido nas eleições de 2012». site do PPL. Consultado em 25 de dezembro de 2012.
↑ «Senador do PPL toma posse e cita Oswaldo Montenegro». diáriodepernambuco. Consultado em 25 de dezembro de 2012.
↑ abcd «História das Tendências no Brasil (Origens, Cisões e Propostas), 2ª edição». DA SILVA, Antonio Ozai. Consultado em 25 de dezembro de 2012.
↑ abc «Programa do Partido Pátria Livre». Site do PPL. Consultado em 13 de abril de 2014.
↑ «História das Lutas dos Trabalhadores no Brasil». GIANNOTTI, Vito. Consultado em 25 de dezembro de 2012.
↑ «Grupo do MR-8 cria PCR». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de dezembro de 2012.
↑ «Carta ao Povo Brasileiro do MR-8» (PDF). Sítio do PPL-RS. Consultado em 13 de abril de 2014.
↑ «21 de abril de 2009: Ato de fundação do Partido Pátria Livre». Sítio do PPL. Consultado em 13 de abril de 2014.
↑ «Pacheco comemora a fusão do PAI e do PAIS ao PPL em todo o Brasil - Dep. Marcio Pacheco». Dep. Marcio Pacheco. 29 de março de 2017
↑ «Partido dos Aposentados e PPL oficializam fusão»
↑ Desing, AcionArt. «AO POVO BRASILEIRO EM PARTICULAR AOS MILITANTES DO PARTIDO PÁTRIA LIVRE – PPL E DO PARTIDO POPULAR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO – PPLE». partidopatrialivre.org.br. Consultado em 24 de setembro de 2018.
↑ Desing, AcionArt (28 de Março de 2017). «INTEGRAÇÃO HISTÓRICA: PPL E PAI». partidopatrialivre.org.br. Consultado em 24 de setembro de 2018.
↑ «Pátria Livre anuncia Marcelo Monteiro como pré-candidato ao Senado Federal – Jornal Awùre». awure.jor.br. Consultado em 24 de setembro de 2018.
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↑ «PPL de Sapucaia do Sul confirma apoio a Vilmar Ballin, e juventude lança candidato para vereador». Sítio do PPL-RS. Consultado em 13 de abril de 2014.
Ligações externas |
- Website oficial
- Sítio oficial da Juventude Pátria Livre (JPL)
- Sítio oficial da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
- Sítio oficial do periódico Hora do Povo, com as edições publicadas
