Rio Tibre









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Tibre


Tiber.PNG

O curso do rio Tibre.



















Localização
Continente

EuropaVisualizar e editar dados no Wikidata
País

Flag of Italy.svg ItáliaVisualizar e editar dados no Wikidata
Coordenadas

43° 47′ 13″ N, 12° 04′ 40″ LVisualizar e editar dados no Wikidata







Dimensões
Comprimento

392 km





































Hidrografia
Tipo

RioVisualizar e editar dados no Wikidata
Área da bacia

17 375 km2Visualizar e editar dados no Wikidata
Nascente

Monte Fumaiolo (Apeninos).

Altitude da nascente

1.268 m
Afluentes
principais

Chiascio (en), Nera (afluente do Tibre), Rio Aniene, Valdichiana (en), Cremera (en), Paglia (en), Allia (en), Q3538393, Almone (en), Q3625623, Farfa (d), Q3843253, Q3874933, Chiana (en), Q25300635Visualizar e editar dados no Wikidata
Lago no curso

Lago di Corbara (d)Visualizar e editar dados no Wikidata

Caudal médio

230 m³/s
Foz

Mar Tirreno






O Tibre (em italiano: Tevere; em latim: Tiberis) é um rio no território italiano, com nascente na Emília-Romanha. Atravessa a Toscana (Sansepolcro), a Úmbria (Città di Castello), depois o Lácio (Orte e Roma) e deságua no mar Tirreno.


É o terceiro rio mais longo da Itália, depois do Pó e do Ádige. Nas margens do Tibre, em Roma, encontra-se o Castelo de Santo Ângelo.




Índice






  • 1 Etimologia


  • 2 O Tibre na história


  • 3 Navegabilidade


  • 4 Imagens


  • 5 Referências





Etimologia |


O nome atual do rio Tibre deve-se tradicionalmente ao rei latino Tiberino Sílvio.[1] Antes tinha dois nomes: Álbula[2] e Rumon.[3]Albula era o nome latino e Rumon etrusco; estes dois povos viviam em margens opostas.


Muitos estudiosos acreditam que o nome de Tiberino derivou do nome do rio, em vez do contrário. Julga-se que a mesma raiz é a origem do prenome latino Tibério, e do seu cognato etrusco, Thefarie. Nota-se que Tiberinus parece derivar de Tiberius, que pode ter sido a forma original do nome. O filólogo George Davis Chase acreditava que a mesma raiz pode ser encontrada nos nomes da cidade de Tibur (atual Tivoli), na cidade Úmbria de Tifernum, e no rio Samnita Tifernus.[4]



O Tibre na história |


Desde a fundação de Roma, o Tibre foi a alma da cidade, e o fato que a cidade lhe deva a própria existência é descrito já na primeira cena da lenda da fundação, com Rômulo e Remo na cesta sob a Figueira Ruminal.


Todas as colônias pré-romanas que convergiram à Roma histórica estavam nas proximidades do Tibre, mas ao alto e não nas margens, pela evidente razão de defesa e porque o Tibre sempre foi um rio sujeito a cheias imprevistas.




Nascente do Tibre, no monte Fumaiolo


O ponto no qual a planície de aluvião era defendida com segurança era a Ilha Tiberina, ao lado da qual (na zona que seria depois estabelecido o Fórum Romano) se localizou na origem o ponto de escambo entre a população etrusca que dominava a margem direita (chamada depois Ripa Veientana) e as vilas latinas sobre a margem esquerda (a Ripa Graeca).


A ilha era, portanto, o ponto de onde as naves antigas, de baixo calado, podiam sair diretamente ao mar.


Pouco acima da ilha foi construída (em madeira, e assim permaneceu por vários séculos) a primeira ponte de Roma, a Ponte Sublícia (em latim Pons Sublicius). Para as populações antigas eram muito importantes esta ponte e sua manutenção, que em relação a ela nasceu o mais antigo e poderoso sacerdócio romano: o pontífice máximo (pontifex maximus).


O próprio rio era considerado uma divindade, personificada no Pater Tiberinus: a sua festa anual (a Tiberinalia) era celebrada em 8 de dezembro, aniversário da fundação do templo do deus sobre a ilha Tiberina e era um rito de purificação. O Tibre foi retratado em muitas aquarelas do pintor Ettore Roesler Franz.



Navegabilidade |


O rio foi utilizado por muitos séculos como via de comunicação: na época romana a navegação mercantil podia chegar diretamente até Roma, ao empório que era situado ao pé do monte Aventino, enquanto barcos menores e adaptados à navegação fluvial transportavam mercadorias e produtos agrícolas da Úmbria, através de um sistema navegável capilar que penetrava na região também através dos afluentes, em particular Chiascio e Topino.


O desenvolvimento do transporte rodoviário e ferroviário, assim como o progressivo assoreamento do baixo curso do rio, impediu completamente esta utilização (que durou até a metade do século XIX), e agora a navegação fluvial se limita a fins esportivos e turísticos, com batelas que desde fins dos anos 90 percorrem trechos do curso romano do rio.


Devido à represa construída na altura da ilha Tiberina para regular e harmonizar o fluxo do rio, a navegação no rio foi dividida em dois trechos, uma a montante, da ilha à Ponte Risorgimento, outra a jusante, da Ponte Marconi a Óstia Antiga.


Quando se reflete sobre o uso do Tibre, deve-se ter em conta que atualmente são 36 os órgãos públicos que detém direitos de intervenção no rio: o número torna evidente, por si, as dificuldades que existem para viabilizar qualquer novo projeto de uso ou de intervenção.



Imagens |






Referências



  1. ↑ Gian Enrico Manzoni, Pugnae maioris imago: intertestualità e rovesciamento nella seconda esade dell'Eneide, Editore Vita e Pensiero, Roma 2002, p. 52 e seguenti


  2. ↑ Tito Lívio, Ab Urbe condita libri, I, 3.


  3. ↑ Mário Sérvio Honorato, Comm. in Aen. VIII, 63


  4. ↑ George Davis Chase, "The Origin of Roman Praenomina", in Harvard Studies in Classical Philology, vol. VIII (1897)


Commons

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