Pedro Teixeira (militar)







































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Pedro Teixeira


Nascimento

1585
Cantanhede
Morte

4 de julho de 1641 (56 anos)
Brasil
Cidadania

Portugal
Ocupação
explorador

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Pedro Teixeira (Cantanhede, 1570 ou 1587 — Belém, 4 de Julho de 1641) foi um explorador, sertanista e militar português.




Índice






  • 1 Biografia


  • 2 Bibliografia


  • 3 Referências


  • 4 Ligações externas





Biografia |





Estátua de Pedro Teixeira em Cantanhede, Portugal.




Em representação de Fernandes Machado, no Museu Paulista.


Pouco se conhece sobre a sua família ou os seus primeiros anos de vida.[1]


No contexto da Dinastia Filipina participou, com Jerônimo de Albuquerque, na campanha para expulsar os franceses de São Luís do Maranhão, no litoral nordeste do Brasil.


Após a expulsão destes, em fins de 1615, a Coroa Portuguesa determinou o envio de uma expedição à foz do rio Amazonas, com vistas a consolidar a sua posse sobre a região. Uma expedição de três embarcações, sob o comando de Francisco Caldeira Castelo Branco, foi enviada, nela seguindo o então alferes Pedro Teixeira. A 12 de janeiro de 1616, as embarcações ancoraram na baía de Guajará onde, numa ponta de terra, foi fundado o Forte do Presépio, núcleo da atual cidade de Belém, capital do estado do Pará.


Em 1625 lutou contra os neerlandeses que estavam em um forte no rio Xingu e os ingleses ao longo da margem esquerda do rio Amazonas. Em 1626 subiu o rio Tapajós atrás dos Tupinambás para o comércio de escravos. Em 1627, frei Vicente do Salvador, na sua obra "Historia do Brazil", destacou a sua atuação.


Em 25 de Julho de 1637, chefiou uma expedição partindo de Belém, com 45 canoas, setenta soldados e mil e duzentos flecheiros e remadores indígenas subindo o curso do rio Amazonas, buscando confirmar a comunicação entre o oceano Atlântico e o Peru, rota percorrida no século anterior por Francisco de Orellana. Seu destino final foi Quito, no Equador.[2] Fundou Franciscana na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão, para delimitar as terras de Portugal e Espanha, segundo o Tratado de Tordesilhas. A viagem foi registrada pelo jesuíta Cristóbal de Acuña em obra editada em 1641. A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin tem a obra Viaje del capitán Pedro Texeira, aguas arriba del rio de las Amazonas : 1638-1639, constante como do prórpio Pedro Teixeira.[3]


Pedro Teixeira foi responsável por achar o melhor caminho terrestre-fluvial entre o Pará e o Maranhão e,[4] e via para as transações comerciais entre as cidades de Belém e Bragança, que antes ocorria somente via rio Caeté, necessitando assim, de outras vias para efetivar a economia. Assim encontrou o Caminho do Maranhão, criado pelos índios Tupinambás - também serviu para condução do gado de Piauí à Belém.[5] Esta posteriormente foi nomeado avenida Tito Franco e, em 1884 foi transformada na Estrada de Ferro de Bragança (desativada por Juarez Távora em 1964 com a criação das rodovias), atualmente é uma das principais vias da capital, chamada de avenida Almirante Barosso.


Como reconhecimento por sua extensa lista de serviços prestados na conquista da Amazônia brasileira, foi agraciado com o cargo de capitão-mor da Capitania do Grão-Pará. Tomou posse em fevereiro de 1640, mas a sua gestão foi curta, tendo durado apenas até Maio de 1641, vindo a falecer em Julho desse mesmo ano.



Bibliografia |



  • MIRANDA, Evaristo Eduardo de. Quando o Amazonas corria para o Pacífico. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.


Referências




  1. ↑ público.pt. «Os índios chamavam-lhe o Homem Branco Bom». Consultado em 10 de dezembro de 2009 


  2. ↑ R. Southey - História do Brasil, Vol. I. Editora Itatiaia & EDUSP, Belo Horizonte, 1981


  3. ↑ Teixeira, Pedro, Viaje del capitán Pedro Texeira, aguas arriba del rio de las Amazonas: 1638-1639, Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, descarga de PDF


  4. ↑ Capistrano de Abreu. «Os caminhos antigos e o povoamento do Brasil». História do Brasil. Organização Consciência. Consultado em 15 de março de 2018 


  5. ↑ Sara Concepción C. Centurión (2014). «Rastros indígenas» (PDF). Universidade Federal do Pará. Consultado em 15 de março de 2018 



Ligações externas |




O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Pedro Teixeira (militar)




  • Teixeira, Pedro, Viaje del capitán Pedro Texeira, aguas arriba del rio de las Amazonas: 1638-1639, Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, descarga de PDF


  • Pedro Teixeira (em português)


  • Senado brasileiro homenageia navegador português (em português)


  • Biografia - História (em português)


  • Título não preenchido, favor adicionar (em português) Professora Anete Ferreira,Historiadora de Pedro Teixeira, História do ‘Curuia Catu‘, o "Homem Branco Bom"


  • Título não preenchido, favor adicionar (em português) Acuña, Pedro Teixeira, e o Rio das Amazonas

  • Acuña, Christobal de. 1641. Nuevo descubrimiento del gran Rio de las Amazonas. Madrid: Imprenta del Reyno.













Precedido por
Custódio Valente

Governador do Pará
1620 — 1622
Sucedido por
Bento Maciel Parente
Precedido por
Manuel Madeira

Governador do Pará
1640 — 1641
Sucedido por
Francisco Cordovil Camacho

















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