Theropoda

























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Como ler uma infocaixa de taxonomiaTheropoda


Caudipteryx zoui - Untere Kreide - Liaoning-China white background.jpg



Classificação científica























Reino:

Animalia


Filo:

Chordata


Clado:

Dinosauria


Ordem:

Saurischia ou Ornithoscelida


Subordem:

Theropoda


Subgrupos



  • †Daemonosaurus


  • †Eodromaeus


  • Neotheropoda


    • †Liliensternus


    • †Tachiraptor


    • †Zupaysaurus


    • †Shuangbaisaurus


    • †Coelophysoidea


    • †Dilophosauridae


    • Averostra


      • †Ceratosauria

      • Tetanurae







Theropoda (que significa "pés de ser selvagem"[1]) é uma subordem de dinossauros bípedes, geralmente (mas não necessariamente) carnívoros ou omnívoros. As aves fazem parte deste grupo.[2]




Índice






  • 1 História evolutiva


    • 1.1 Triássico


    • 1.2 Jurássico


    • 1.3 Cretáceo


    • 1.4 Pós-Cretáceo




  • 2 Paleobiologia


    • 2.1 Tamanho




  • 3 Ver também


  • 4 Referências





História evolutiva |



Triássico |


O grupo Theropoda surgiu no início do período Triássico há aproximadamente 230 milhões de anos como pequenos animais carnívoros.


Alguns paleontólogos consideram os herrerasaurídeos como membros dos Theropoda, enquanto outros teorizam o grupo como sendo saurísquios primitivos muito mais próximos dos sauropodomorfos do que dos terópodes verdadeiros.[3]


O terópode não-ambíguo mais primitivo é o Eodromaeus murphi, que viveu há aproximadamente 230 milhões de anos atrás.[4] O neoterópode mais antigo conhecido, Camposaurus arizonensis, tem cerca de 220 milhões de anos de idade.





Torvosaurus tanneri, um grande terópode carnossauro do Jurássico Superior.



Jurássico |


Os celofisóides do final do Triássico possivelmente deram origem aos dilofossaurídeos do início do Jurássico. Todos os dilofosaurídeos são conhecidos por grandes, distintivas, cristas na cabeça. Acredita-se que essas cristas tinham tido muitos usos diferentes, inclusive sendo usados para exibição, atrair fêmeas ou intimidar rivais. Sugeriu-se que as cristas simbolizavam um dimorfismo sexual, mas essa interpretação das cristas é controversa.


Os terópodes dessa época eram de pequeno a médio porte, com alguns deles atingindo 7 metros de comprimento.[5]


Os ceratossaurianos, um pouco mais avançados, apareceram durante o Jurássico Inferior e continuaram até o Cretáceo Superior. Eles competiam com seus parentes tetanuranos, que eram mais anatomicamente avançados.


Os tetanuranos eram mais especializados do que os ceratossaurianos. Eles são subdivididos em Megalosauroidea (alternativamente Spinosauroidea), e Avetheropoda, que, como o próprio nome indica, inclui todos os animais mais relacionados aos pássaros do que a outros dinossauros. Avetheropoda, por sua vez, é dividida em Carnosauria e Coelurosauria (um grupo de dinossauros muito grande e diverso que inclui os pássaros).


Assim, durante o Jurássico Superior, não havia menos do que quatro linhagens distintas de terópodes: ceratossaurianos, megalossaurianos, carnossauros e celurossauros - predizendo a abundância de dinossauros herbívoros pequenos e grandes.


Foi no Jurássico Médio ou no Jurássico Superior que viveram os dinossauros emplumados mais antigos; Na família Scansoriopterygidae, o Epidexipteryx hui viveu entre 168 e 152 milhões de anos atrás[6] e o Yi qi viveu entre 165 e 153 milhões de anos atrás.[7] Na família Anchiornithidae, Anchiornis huxleyi viveu entre 160,89 e 160,25 milhões de anos atrás[8], podendo ou não ser mais antigo que os dinossauros da família Scansoriopterygidae.



Cretáceo |




Reconstrução de um Spinosaurus aegyptiacus, o maior dinossauro carnívoro, mostrado aqui nadando, algo que fazia parte de seu cotidiano semi-aquático.


O desenvolvimento máximo dos terópodes ocorreu nessa época, havendo de pequeníssimos a imensos, e se alimentando de tudo e vivendo em todos os continentes.


Todos os quatro grupos sobreviveram no Cretáceo, e três deles - os ceratosaurianos, os celurossauros e os carnossauros - sobreviveram até o final do período, onde estavam separados geograficamente, os ceratosaurianos e os carnossauros em Gondwana e os celurossauros na Laurasia.


A principal família de ceratossaurianos no Cretáceo foi a Abelisauridae. Os abelissaurídeos floresceram no Hemisfério Sul. No período Cretáceo, os abelissaurídeos aparentemente se tornaram extintos na Ásia e na América do Norte, possivelmente devido à concorrência com tiranossaurídeos. No entanto, os abelissaurídeos mais avançados persistiram nos continentes do sul até o evento de extinção do Cretáceo-Paleogeno há cerca de 66 milhões de anos atrás. A maioria dos abelisaurídeos havia reduzido em grande proporção seus membros anteriores, com os do Carnotaurus sendo os menores de todos os terópodes. Nem todos foram gigantes: os noassaurideos eram abelisauroideos de pequeno porte, com seus principais representantes medindo entre 1,2 e 2,4 metros de comprimento.[9][10][11]


A principal família de megalossaurianos foi a Spinosauridae: Baryonyx, Suchomimus, Irritator e Spinosaurus foram todos eram predadores de grande porte com crânios alongados, semelhantes a crocodilos. Eles caçavam principalmente peixes e alimentavam-se ocasionalmente de outros animais, e evidências recentes sugerem uma existência semiaquática para membros deste clado. Fósseis de espinossaurídeos foram encontrados em todo o mundo, incluindo África, Europa, América do Sul e Ásia.




Reconstrução de dois jovens Stenonychosaurus inequalis, espécie de terópode não-aviano mais inteligente conhecida.


A principal família de carnossauros a surgir no Cretáceo foi a Carcharodontosauridae. Juntamente com os espinossaurídeos, os carcarodontossaurídeos foram os maiores predadores no Cretáceo Inferior em toda Gondwana, com espécies também presentes na América do Norte (Acrocanthosaurus) e na Ásia (Shaochilong).[12] Os carcarodontosaurídeos incluíram alguns dos maiores predadores já conhecidos da história do planeta Terra: Giganotosaurus, Mapusaurus, Carcharodontosaurus e Tyrannotitan, todos rivalizavam ou ultrapassavam ligeiramente o Tyrannosaurus em comprimento. Eles poderiam ter sido substituídos pelos abelissaurídeos em Gondwana e por tiranossaurídeos na América do Norte e na Ásia. De acordo com Fernando Novas e colegas, o desaparecimento de carcarodontossaurídeos e espinossaurídeos e outras formas de fauna, tanto em Gondwana quanto na América do Norte, parece indicar que essa substituição faunística ocorreu em escala global.[13]


De todos os grupos de terópodes, os celurossauros foram, de longe, os mais diversos. Alguns grupos de celurossauros que floresceram durante o Cretáceo foi a Tyrannosauridae (incluindo o Tyrannosaurus), a Dromaeosauridae (incluindo Velociraptor e Deinonychus, que são notavelmente semelhantes em forma a pássaros primitivos como o Archaeopteryx[14][15]), Troodontidae (ainda mais parecidos com pássaros), Oviraptorosauria, Ornithomimosauria, os estranhos herbívoros de garras gigantes Therizinosauridae e a Avialae, que inclui aves modernas e é a única linhagem de dinossauros a ter sobrevivido ao evento de extinção do Cretáceo-Paleogeno.[16] Embora as raízes desses vários grupos sejam encontradas no Jurássico Médio, elas só se tornaram abundantes durante o Cretáceo. Alguns paleontólogos, como Gregory S. Paul, sugeriram que alguns ou todos estes terópodes avançados eram realmente descendentes de dinossauros voadores como o Archaeopteryx que perderam a habilidade de voar e retornaram para um habitat terrestre.[17]


Em Julho de 2014, cientistas relataram mais detalhes da evolução das aves de outros dinossauros terópodes.[18][19][20] Entre as características que ligam os dinossauros terópodes aos pássaros, estão a fúrcula (osso da sorte), ossos pneumáticos, incubação dos ovos e (em celurossauros, pelo menos) as penas.



Pós-Cretáceo |



Ver artigo principal: Aves



Avestruz (Struthio camelus), um terópode moderno.


No final do Cretáceo, o impacto de um grande corpo celeste provocou uma grande extinção em massa, que eliminou uma grande porcentagem da fauna e flora global. Entre os dinossauros, quase nenhum sobreviveu. Somente alguns pequenos terópodes do clado Avialae sobreviveram. O tamanho diminuto destes animais lhes proporcionou uma vantagem em relação aos dinossauros maiores, já que precisavam de menos comida para sobreviver.[21]


Estas aves eram provavelmente parecidas com codornas e eram predominantemente terrestres, o que era outra vantagem, já que as aves que dependiam das árvores e florestas para se alimentar e se esconder teriam sido mortas pelos incêndios florestais que ocorreram na época. As poucas aves restantes teriam então sobrevivido ao inverno intenso se alimentando de sementes enterradas no solo.[22]


A capacidade de voar proporcionou às aves uma diversificação extraordinária, e atualmente são encontradas em todo o mundo, vivendo e se reproduzindo em todos os continentes.[23] A maior biodiversidade de aves tem lugar nas regiões tropicais; a velocidade de especiação é superior nas latitudes mais elevadas, embora a velocidade de extinção seja também superior à dos trópicos.[24] Várias famílias de aves evoluíram para se adaptar à vida nos oceanos. Algumas espécies de aves marinhas regressam à costa apenas para nidificar[25] e alguns pinguins são capazes de mergulhar até 300 metros de profundidade.[26]


Muitas espécies de aves estabeleceram o seu território nas regiões em que foram introduzidas pelo ser humano. A introdução de algumas espécies foi deliberada, como por exemplo o faisão-comum, que foi introduzido em todo o mundo como ave de caça.[27] Outras introduções foram acidentais, como o periquito-monge que atualmente está presente em várias cidades norte-americanas como consequência de fugas de cativeiro.[28]


As dietas das aves são bastante variadas, podendo incluir néctar, frutas, plantas, sementes, carcaças e vários animais de menor dimensão, incluindo outras aves.[29]



Paleobiologia |



Tamanho |




Comparação dos tamanhos de teropódes gigantes seleccionados.


O Tyrannosaurus é o mais popular terópode pré-histórico conhecido do público geral desde o século XX. Depois de sua descoberta, no entanto, uma série de outros dinossauros carnívoros gigantes têm sido descritas, incluindo Spinosaurus, Carcharodontosaurus, e Giganotosaurus.[30] Os espécimes originais de Spinosaurus (assim como fósseis novos descobertos em 2006) apoiam a ideia que Spinosaurus é maior do que Tyrannosaurus, mostrando que Spinosaurus era provavelmente 3 metros mais comprido e pelo menos 1 tonelada mais pesado que Tyrannosaurus.[31] Ainda não há uma explicação clara para estes animais terem crescido muito mais do que os predadores que vieram antes e depois deles. Esses animais normalmente ocupavam nichos ecológicos de predadores de animais igualmente grandes ou até mesmo maiores. Foi levantada a hipótese de que o Mapusaurus vivia em bandos e, juntos, caçavam o gigantesco saurópode Argentinosaurus com múltiplas mordidas, que levariam à perda de grandes quantidades de sangue e infecção, apesar de também existir a possibilidade de que a presença de vários Mapusaurus no mesmo lugar seja uma coincidência e que eles talvez não caçassem em grupo.[32][33]


Em 2009, foi descoberto na Coreia do Sul pegadas de um bebé terópode com 1,21 e 1,57 cm de comprimento, estimando-se que o animal tivesse apenas 10 cm de altura e tivesse acabado de nascer.[34]





Mellisuga minima, um dos menores dinossauros que já existiu.


O menor terópode mesozoico conhecido de espécimes adultos é o Epidexipteryx, pesando 164 gramas e medindo 25 centímetros de comprimento sem as penas da cauda.[35] O atual colibri-abelha, Mellisuga helenae, é o menor dinossauro de todos, com 1,8 g de massa e 6 cm de comprimento. Entre os não-avianos (excluindo a família Scansoriopterygidae, de classificação problemática), um dos menores era o alvarezsaurídeo Parvicursor remotus media entre 30[36] e 40 centímetros de comprimento e possuía aproximadamente 200 gramas de massa.[37] Uma outra espécie de alvarezsaurídeo, de epíteto específico minutus e ainda não incluída formalmente em um gênero, supostamente mede 30 centímetros de comprimento.[36]




O albatroz-errante é o maior terópode voador da atualidade.


O maior dinossauro vivo é o avestruz, Struthio camelus, mede de 1,7 a 2,8 metros de altura e normalmente pesam de 63 a 145 quilogramas.[38] No passado, a ave-elefante Aepyornis maximus atingia 3 metros de altura e uma massa de 400 quilogramas. A maior envergadura atual é a do albatroz-errante, Diomedea exulans, com até 3,7 metros da ponta de uma asa até a outra, embora existam alegações não-confirmadas de supostos espécimes ainda maiores, de 4,22 e 5,3 m.[39] A ave extinta Pelagornis sandersi possuía uma envergadura de 6,1 a 7,4 metros.[40][41]



Ver também |


  • Taxonomia dos dinossauros


Referências |




  1. ↑ «Definition of THEROPOD». www.merriam-webster.com (em inglês). Consultado em 13 de julho de 2018 


  2. ↑ Prum, Richard O. (19 de dezembro de 2008). «Who's Your Daddy?». Science (em inglês). 322 (5909): 1799–1800. ISSN 0036-8075. PMID 19095929. doi:10.1126/science.1168808 


  3. ↑ Baron, Matthew G.; Norman, David B.; Barrett, Paul M. (22 de março de 2017). «A new hypothesis of dinosaur relationships and early dinosaur evolution». Nature (em inglês). 543 (7646): 501–506. ISSN 0028-0836. doi:10.1038/nature21700 


  4. ↑ Ricardo N. Martinez; Paul C. Sereno; Oscar A. Alcober; Carina E. Colombi; Paul R. Renne; Isabel P. Montañez; Brian S. Currie (2011). "A Basal Dinosaur from the Dawn of the Dinosaur Era in Southwestern Pangaea". Science. 331 (6014): 206–210. doi:10.1126/science.1198467. PMID 21233386.


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  6. ↑ «A bizarre Jurassic maniraptoran from China with elongate ribbon-like feathers» (PDF). Nature. 23 de Outubro de 2008. Consultado em 13 de Julho de 2018  line feed character character in |titulo= at position 48 (ajuda)


  7. ↑ Zhang, H.; Wang, M.; Liu, X. (2008). "Constraints on the upper boundary age of the Tiaojishan Formation volcanic rocks in West Liaoning-North Hebei by LA-ICP-MS dating". Chinese Science Bulletin. 53 (22): 3574–3584. doi:10.1007/s11434-008-0287-4


  8. ↑ Chu, Zhuyin; He, Huaiyu; Ramezani, Jahandar; Bowring, Samuel A.; Hu, Dongyu; Zhang, Lijun; Zheng, Shaolin; Wang, Xiaolin; Zhou, Zhonghe (2016-10). «High-precision U-Pb geochronology of the Jurassic Yanliao Biota from Jianchang (western Liaoning Province, China): Age constraints on the rise of feathered dinosaurs and eutherian mammals». Geochemistry, Geophysics, Geosystems (em inglês). 17 (10): 3983–3992. ISSN 1525-2027. doi:10.1002/2016gc006529  Verifique data em: |data= (ajuda)


  9. ↑ Pepper, www.prehistoric-wildlife.com, Darren. «Masiakasaurus». www.prehistoric-wildlife.com. Consultado em 13 de julho de 2018 


  10. ↑ Pepper, www.prehistoric-wildlife.com, Darren. «Masiakasaurus». www.prehistoric-wildlife.com. Consultado em 13 de julho de 2018 


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  12. ↑ Brusatte, S., Benson, R., Chure, D., Xu, X., Sullivan, C., and Hone, D. (2009). "The first definitive carcharodontosaurid (Dinosauria: Theropoda) from Asia and the delayed ascent of tyrannosaurids." Naturwissenschaften, doi:10.1007/s00114-009-0565-2 PubMed


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  23. ↑ Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Britannica


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