Zanzibar
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Património Mundial da UNESCO | ||||
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O Palácio-museu na Cidade de Pedra de Zanzibar | ||||
País | Tanzânia | |||
Critérios | (ii)(iii)(vi) | |||
Referência | 173 en fr es | |||
Coordenadas | 6° 08′ S, 39° 19′ L | |||
Histórico de inscrição | ||||
Inscrição | 2000 (24.ª sessão) | |||
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial. |
Zanzibar é nome dado ao conjunto de duas ilhas do Arquipélago de Zanzibar, ao largo da costa da Tanzânia, na margem leste-africana, de que formam um estado semiautônomo daquele país. As duas ilhas são chamadas Unguja (em suaíli) ou Zanzibar e Pemba e estão separadas do continente pelo Canal de Zanzibar.
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Localização de Zanzibar, no leste da África
Índice
1 O nome
2 Especiarias
3 História
4 Referências
5 Ver também
6 Ligações externas
O nome |
O nome desta ilha é um bom exemplo da “arabização” da costa da África oriental: o seu nome em kiSwahili é Unguja, mas os árabes chamavam-lhe “Zanj-Bar”, que significa “costa dos Zanj” ou negros. Como este era um porto muito procurado, o lugar passou a ser conhecido na região por este nome arabizado, que mantém até hoje[1].
Especiarias |
Zanzibar é um grande produtor de especiarias, incluindo o cravinho, a canela e pimenta[2].
História |
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Mapa da principal ilha de Zanzibar
Zanzibar e Pemba albergaram provavelmente as primeiras povoações muçulmanas da costa da África oriental: em Kizimkazi, na ilha de Zanzibar, há uma inscrição numa parede que afirma que o “Shaikh al-Sayis Abi Amran” ordenou a construção duma mesquita naquele lugar, “no primeiro dia do mês de Dhul-Qada do ano 500” (da Hégira), o que significa o dia 27 de Julho de 1107.
Por essa altura, Zanzibar importava cerâmica do golfo pérsico e rapidamente se tornaria uma base para mercadores árabes. O primeiro europeu a visitar a ilha foi Vasco da Gama, em 1499, acabando os portugueses por estabelecer aí um entreposto comercial e uma missão católica, dominando o território durante dois séculos.
Em 1698, o sultanato de Omã tomou Zanzibar, que se tornou o entreposto comercial do oceano Índico Ocidental, vendendo escravos e marfim no mundo árabe, na Índia e através do Oceano Atlântico. Em 1841, o sultão Said Ibn (1805 - 1856) mudou a sua corte de Omã para Zanzibar. Em 1873, John Kirk, cônsul britânico entre 1866 e 1887, persuadiu o sultão a pôr fim ao tráfico de escravos. Entre 1890 e 1963, Zanzibar foi um protectorado britânico (exceto no período entre Novembro de 1914 e Setembro de 1918, quando foi ocupado pelos otomanos)
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Bandeira de Zanzibar
Zanzibar obteve a independência e tornou-se uma monarquia constitucional em 1963, mas o sultão foi deposto numa revolução e o país uniu-se ao Tanganica em 1964 para formar a Tanzânia. Apesar de fazer parte da Tanzânia, Zanzibar elege o seu próprio presidente, que funciona como chefe do governo da porção insular e uma assembleia denominada "Conselho Revolucionário". O atual presidente, Amani Abeid Karume, é filho do primeiro presidente deste território, o xeque Abeid Amani Karume.
Referências
↑ Davidson, 1967 The Growth of African Civilization. East and Central Africa to the late Nineteenth Century. Longman. London
↑ CopacabanaRunners.net - Referência a Zanzibar como grande produtor de cravo
Ver também |
- Tanzânia
- Império Português
- Freddie Mercury
Ligações externas |
- Foto de Zanzibar
- turismo em Zanzibar