Cistite






































Urinary tract infection


Bexiga urinária feminina

Especialidade

urologia
Classificação e recursos externos

CID-10

N39.0

CID-9

599.0

DiseasesDB

13657

MedlinePlus

000521

eMedicine

emerg/625 emerg/626

MeSH

D014552

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Cistite (do grego κύστη, "quisti", e "-itis", "inflamação da bexiga") é uma infecção urinária da bexiga, geralmente causada por infecção por bactérias, como E. coli ou Staphylococcus saprophyticus. Pode se complicar com a infecção de ureteres e rins ou entrada na corrente sanguínea. Também pode se referir a inflamações causadas por medicamentos, radioterapia, secundária a outras doenças ou por potenciais irritantes, tais como produtos de higiene, espermicidas ou o uso de um cateter por longos períodos.[1]




Índice






  • 1 Causas


    • 1.1 Fatores de risco




  • 2 Sinais e sintomas


  • 3 Epidemiologia


  • 4 Prevenção


  • 5 Tratamento


  • 6 Ver também


  • 7 Referências





Causas |


Existem diversas possíveis causas para inflamação da bexiga[2]:




  • Infecção não-hospitalar (na comunidade): E. coli (80%) e Staphylococcus saprophyticus(10%). É oito vezes mais comum em mulheres e a causa mais comum de cistite.[3]


  • Infecção hospitalar (nosocomial): Geralmente associada ao uso de cateter ou depois de cirurgias. Podem ser causadas por diversas bactérias, dentre elas E. coli (27%), Klebsiella (11%), Pseudomonas (11%), Enterococcus (7%) ou por fungos como Candida albicans (9%). É o tipo de infecção hospitalar mais comum.


  • Desconhecida (idiopática): Como no caso de cistite intersticial.


  • Medicamentos: Particularmente a ciclofosfamida, drogas quimioterápicos e ifosfamida.


  • Radioterapia: O tratamento com radiação na área pélvica pode provocar respostas inflamatórias no tecido da bexiga.


  • Produtos químicos: Pode ser causada por banho de espuma, sabão, desodorante, sprays de higiene feminina, gel espermicida ou por reação do tipo alérgica a uma substância na urina.


  • Complicação de outras doenças: tais como cânceres ginecológicos, doenças inflamatórias pélvicas, endometriose, doença de Crohn, lúpus, diverticulite ou tuberculose.



Fatores de risco |


Sexo vaginal após sexo anal aumenta o risco de infecções urinárias, pois E.Coli, Klebsiella e Staphylococcus podem ser flora normal do intestino. O uso de diafragmas, gel espermicida e o próprio ato sexual também podem favorecer a entrada de bactérias pela uretra. Bloqueios no fluxo urinário, como uma pedra nos rins ou próstata aumentada, também aumentam o risco.[4]



Sinais e sintomas |


Os sintomas possíveis são[5]:



  • Dor na parte inferior do abdômen (hipogástrica)

  • Ardência ao urinar (disúria)

  • Urinar com freqüência (polaciúria)


  • Febre baixa

  • Cheiro forte na urina

  • Dor lombar (mais comum quando há infecção urinária alta ou pielonefrite)

  • Náusea e mal estar.


Pode também aparecer sangue na urina (hematúria) ou pus por aumento dos leucócitos na urina (piúria).



Epidemiologia |


Ocorrem mais frequentemente entre as idades de 16 e 35 anos. 10% das mulheres contraem uma infecção por ano e 60% tem cistite em algum momento de suas vidas. As recorrências são comuns, com quase metade das pessoas sofrendo uma segunda infecção dentro de um ano. Infecções do trato urinário ocorrem de quatro a oito vezes mais frequentemente em mulheres. [6]


Entre 2 e 10% das grávidas possuem bactérias perigosas (patogênicas) na urina, recomenda-se o tratamento pelo maior risco de complicações.[7] Afeta entre 2 e 10% dos bebês menores de um ano, por isso, recomenda-se exame de urina quando bebês apresentam febre sem causa definida.[8]



Prevenção |


Medidas para preventivas incluem[9]:



  • Beber muita água e sucos, especialmente os sucos que ajudem a manter a acidez adequada da urina;

  • Limpar a vagina começando de cima para baixo, nunca em direção a uretra;

  • Urinar após relações sexuais, para expulsar bactérias da uretra;

  • Urinar quando tiver vontade, passar horas "segurando a vontade" de urinar evita que bactérias indesejadas sejam expulsas;

  • Não usar desodorante ou sabão bactericida na vagina, pois matam a flora normal e favorecem a colonização por bactérias patogênicas resistentes, lavar demais remove as proteções naturais (pH, oleosidade, camadas de pele...) aumentando o risco de infecções;

  • Lavar gentilmente a pele ao redor da vagina e do ânus diariamente, de preferência apenas com sabão neutro e sem excessos, o excesso de limpeza aumenta o risco de infecções em qualquer lugar do corpo;

  • Tomar banho com chuveiro, evitando compartilhar banheiras.


Estudos pequenos mostraram grandes benefícios por tomar suco de cranberry regularmente, mas estudos maiores mostraram que os benefícios geralmente são pequenos.[9]



Tratamento |


Casos leves não precisam de tratamento antibiótico (exceto na gravidez, quando mesmo casos leves devem ser tratados), o próprio organismo combate a infecção em poucos dias. Quando a causa é uma terapia ou produto, buscar uma terapia alternativa ou parar de usar o produto pode ser suficiente para resolver a cistite. Pode-se usar medicamentos para controlar a dor como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares.[10]


No caso de infecção bacteriana moderada ou grave pode-se usar antibióticos, como a fosfomicina trometamol em dose única ou as quinolonas (como o norfloxacino, ciprofloxacino, etc) por três a cinco dias. Infecções hospitalares são mais difíceis de tratar, pois as bactérias costumam ter múltiplas resistências, e podem exigir o cultivo de uma amostra para teste de suscetibilidade aos antibióticos.[11]


No caso de grávidas, devido ao risco de infecção dos rins (25 a 40%), se recomenda tratar com cefalexina ou nitrofurantoína mesmo em ausência de sintomas. Infecções urinárias durante a gravidez podem causar parto prematuro e pré-eclampsia.[12]


Algumas plantas medicinais também podem ser indicadas para o tratamento como o arando-vermelho, bétula, cavalinha, uva-ursi e o cramberry.[13]



Ver também |



  • Infecção do trato urinário

  • Cistite intersticial

  • Bexiga




Referências




  1. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cystitis/basics/definition/con-20024076  Em falta ou vazio |título= (ajuda)


  2. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cystitis/basics/causes/con-20024076


  3. Nicolle LE (2008). "Uncomplicated urinary tract infection in adults including uncomplicated pyelonephritis". Urol Clin North Am 35 (1): 1–12, v. doi:10.1016/j.ucl.2007.09.004. PMID 18061019.


  4. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cystitis/basics/risk-factors/con-20024076


  5. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cystitis/basics/symptoms/con-20024076


  6. Salvatore, S; Salvatore, S, Cattoni, E, Siesto, G, Serati, M, Sorice, P, Torella, M (June 2011). "Urinary tract infections in women.". European journal of obstetrics, gynecology, and reproductive biology 156 (2): 131–6. doi:10.1016/j.ejogrb.2011.01.028. PMID 21349630.


  7. Smaill, F.; Vazquez, JC. (2007). "Antibiotics for asymptomatic bacteriuria in pregnancy.". Cochrane Database Syst Rev (2): CD000490. doi:10.1002/14651858.CD000490.pub2. PMID 17443502.


  8. Bhat, RG; Katy, TA, Place, FC (August 2011). "Pediatric urinary tract infections.". Emergency medicine clinics of North America 29 (3): 637–53. doi:10.1016/j.emc.2011.04.004. PMID 21782079.


  9. ab http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cystitis/basics/prevention/con-20024076


  10. http://www.patient.co.uk/health/cystitis-urine-infection-in-women


  11. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cystitis/basics/treatment/con-20024076


  12. Guinto VT, De Guia B, Festin MR, Dowswell T (2010). Guinto, Valerie T, ed. "Different antibiotic regimens for treating asymptomatic bacteriuria in pregnancy". Cochrane Database Syst Rev (9): CD007855. doi:10.1002/14651858.CD007855.pub2. PMID 20824868.


  13. «Cistite - Infecção na Bexiga» 



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